Os Estados Unidos bombardearam o Irã com força, segundo o presidente Donald Trump, em uma ação de retaliação às mortes de três militares norte-americanos na semana anterior. O ataque resultou em um morto e vários feridos no país persa. O Irã solicitou à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que condene os atos, mas sinalizou disposição para retomar negociações.
Trump declarou que os bombardeios ocorreram em homenagem aos militares americanos. O governo norte-americano justificou as ações como resposta aos ataques iranianos e à ameaça do programa nuclear iraniano, afirmando que os alvos eram instalações militares. Segundo militares dos EUA, os locais atingidos incluíram centros de comando, sistemas de defesa aérea, redes de comunicação e locais de lançamento de mísseis e drones.
O Irã contestou os ataques, alegando que áreas urbanas foram atingidas, citando a cidade de Bushehr, onde se localiza a única usina nuclear em operação. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã pediu que o conselho de governadores da AIEA declare sua posição, condenando o que chamou de “crime dos EUA”.
Apesar da escalada militar, um funcionário de alto escalão do Irã informou que o país está aberto a retomar diálogos. Mediadores apresentaram a Teerã uma proposta que prevê um cessar-fogo de 10 dias para que as partes tentem reativar um acordo provisório fechado no mês passado.

