O governo dos Estados Unidos avalia reimpor sanções sob a Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A análise das medidas ocorre após a autorização de buscas policiais contra um jornalista maranhense em março de 2026, o que resultou na quebra do sigilo da fonte.
A possibilidade de novas sanções inclui o congelamento de bens nos EUA e a proibição de negócios entre empresas e cidadãos norte-americanos com os alvos. Essa discussão está ligada a reportagens feitas pelo jornalista sobre o suposto uso irregular de carros oficiais por Flávio Dino e familiares no Maranhão.
Moraes, relator do caso no STF, afirmou que as informações divulgadas foram obtidas e distribuídas de maneira ilegal. Ele também argumentou que o conteúdo das matérias indica que o autor usou um mecanismo estatal para identificar os veículos, o que expõe a segurança de autoridades.
A quebra do sigilo levou os investigadores à fonte do jornalista, um ex-secretário de Assuntos Legislativos do governo do Maranhão. Anteriormente, em julho, o ministro afastou esse ex-secretário do cargo e determinou sua prisão domiciliar em outra investigação.
A Lei Magnitsky já havia sido aplicada a Moraes em julho de 2025, sob alegação de abusos de direitos humanos, como detenções arbitrárias e restrições à liberdade de expressão. As restrições, que bloqueavam bens e proibiavam transações, foram retiradas em dezembro de 2025.


