O governo dos Estados Unidos devolveu US$ 81,3 bilhões arrecadados com tarifas de importação consideradas ilegais pela Suprema Corte. O reembolso, detalhado pelo Departamento do Tesouro, corresponde ao atual ano fiscal, iniciado em outubro de 2025. A cifra supera em mais de quinze vezes o valor devolvido no ano fiscal anterior.
O relatório do Tesouro detalha os resultados das tarifas alfandegárias nos nove primeiros meses do ano fiscal. A arrecadação bruta atingiu US$ 244,3 bilhões, mas os reembolsos somaram US$ 81,3 bilhões, resultando em uma receita líquida de US$ 163 bilhões. Em junho, os reembolsos de US$ 49,2 bilhões superaram a arrecadação bruta do mês, de US$ 23,6 bilhões, deixando o saldo líquido negativo em US$ 25,6 bilhões.
Um representante do Tesouro afirmou que o aumento nos reembolsos está ligado à decisão da Suprema Corte, tomada em fevereiro. O tribunal derrubou parte das tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump e determinou a devolução dos valores às empresas pagadoras. Cerca de US$ 71 bilhões foram devolvidos em maio e junho, representando aproximadamente 42% dos US$ 166 bilhões em tarifas passíveis de reembolso.
Enquanto os reembolsos ocorrem, o déficit federal dos EUA chegou a US$ 1,367 trilhão entre outubro de 2025 e junho de 2026, um aumento de 2,2% em relação ao período anterior. A tarifa global temporária de 10% termina em 24 de julho, mas a Casa Branca trabalha em novas tarifas de 10% a 12,5% contra países específicos.


