Os Estados Unidos e o Japão planejam desenvolver uma mina submarina em Minamitorishima, uma ilha no Pacífico, para extrair terras raras. A iniciativa busca criar uma cadeia de suprimentos fechada, diminuindo a dependência de recursos controlados pela China.
A ilha Minamitorishima, localizada a mais de 1.600 km a sudeste de Tóquio, situa-se sobre depósitos de terras raras em águas profundas. Segundo um comunicado conjunto, a cooperação entre os países visa considerar a mineração dessas reservas, que poderiam atender séculos de demanda industrial.
O Gabinete do Japão divulgou resultados de amostras de teste que mostraram níveis significativos de ítrio, gadolínio e disprósio, terras raras pesadas onde a China domina a produção. Há planos para mais perfurações e uma meta de desenvolver um plano de comercialização até 2028.
Empresas norte-americanas, como a Deep Reach Technology, manifestaram interesse no projeto. O apoio dos EUA ganha relevância frente ao interesse chinês nos depósitos do leito oceânico, que realizou levantamentos até a zona econômica exclusiva do Japão.
Os desafios técnicos são grandes, pois a pressão da água é cerca de seiscentos vezes maior que ao nível do mar. Um teste de mineração em grande escala está agendado para fevereiro de 2027. O projeto, se bem-sucedido, exigiria bilhões de dólares em investimento ao longo de mais de uma década.


