Os Estados Unidos estudam aplicar uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros, medida que pode atingir cerca de US$ 15 bilhões em exportações, afetando setores como ferro-gusa e açúcar. A proposta gera preocupação em grandes corporações, que pedem reavaliação ao governo americano.
A Câmara Americana de Comércio para o Brasil informou que o comércio bilateral entre os países caiu quase 13% no primeiro semestre, representando a maior retração nesse relacionamento em 30 anos. Diante disso, ao menos 335 companhias, incluindo Coca-Cola e Nestlé, solicitaram ao governo dos EUA que reavalie a proposta de tarifas devido aos impactos nas cadeias produtivas.
Em paralelo, indicadores econômicos mostram caminhos distintos para o Brasil. O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento do país para 2026 e 2027, passando de 1,9% para 2,4%. O mercado, por sua vez, reduziu a estimativa de inflação para 5,30% neste ano, mas mantém o desequilíbrio das contas públicas como desafio para a redução dos juros.
O cenário de negócios também apresenta sinais de dificuldade, com pedidos de recuperação extrajudicial saltando de três em 2015 para 84 em 2025. Neste ano, outras 33 empresas recorreram ao mecanismo para renegociar dívidas em um contexto de crédito mais caro.

