O Escritório de Política Comercial e Industrial da Casa Branca acusou o Brasil e mais dezenas de nações de fazerem parte da rede de triangulação de mercadorias da China, denominada “transshipment”. O relatório classifica os países com base no volume de comércio e na integração econômica com a nação asiática.
Mais de quarenta países enfrentam risco elevado de triangulação ilegal, conforme o documento. O Brasil foi listado na categoria Nível 2, que agrupa nações com volume significativo de transbordo e maior integração com cadeias de fornecimento ligadas à China. Nessa categoria, constam também Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnã.
Segundo o relatório, Brasil e Turquia funcionam como plataformas logísticas e de produção regionais, aptas a apoiar pedidos de redirecionamento ou transformação de produtos. Vietnã, Tailândia, Malásia e Indonésia integram-se às redes de fabricação próximas à China, sendo importantes para bens como eletrônicos e vestuário.
A empresa Exiger estimou que o volume de mercadorias ilegalmente trianguladas entre fevereiro de dois mil vinte e cinco e fevereiro de dois mil vinte e seis atingiu US$ 75 bilhões. Essa movimentação representa uma perda de receita tarifária entre US$ 19 bilhões e US$ 34 bilhões, segundo a análise.
O documento alerta que, além de permitir que a China mantenha acesso ao mercado americano, os ganhos com a triangulação ilegal beneficiam os países intermediários, gerando receitas para empresas locais e arrecadação de impostos para os governos.


