Os Estados Unidos devem aumentar a pressão econômica sobre o Irã, por meio de sanções e restrições ao comércio de petróleo. Um professor de Direito e Relações Internacionais avalia que a estratégia visa o controle de recursos estratégicos em um conflito de desgaste.
Danilo Porfirio, professor de Direito e Relações Internacionais, afirmou que a tática de Washington ultrapassa a meta de derrubar o regime iraniano. O objetivo, segundo o especialista, é controlar recursos petrolíferos que antes estavam sob influência de países chineses e russos. A expectativa é de intensificação das sanções e medidas para restringir a comercialização de petróleo iraniano, além da possível retenção de reservas financeiras do país.
Na esfera militar, Porfirio considera que os Estados Unidos não conseguiriam sustentar uma operação de alta intensidade sozinhos por muito tempo. Por isso, Washington buscaria uma rede de aliados, incluindo países árabes e Israel. A Arábia Saudita, a Síria e Israel seriam parte dessa articulação para diminuir a atuação do Irã e de grupos ligados a Teerã.
O especialista também mencionou que a logística militar define a duração da ofensiva. Porfirio acrescentou que a estratégia americana mudou em relação a uma intervenção rápida, pois uma retirada seria vista como derrota para o governo. Os próximos dias devem focar na conversão das ameaças em medidas econômicas e militares, observando a situação do Estreito de Ormuz.


