O governo dos Estados Unidos ofertará US$ 25 bilhões em dívida de 30 anos nesta quinta-feira. O rendimento projetado para o novo papel é de cerca de 5,23%, representando o maior custo de captação desde o ano de 2001.
A alta taxa de juros preocupa o presidente Donald Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em período pré-eleitoral. Os custos elevados de financiamento afetam a economia, após anos de gastos públicos altos e inflação. O Tesouro sinalizou recentemente a possibilidade de reduzir a oferta de títulos longos.
Investidores demonstram cautela com os rendimentos máximos. John Fath, sócio administrador da BTG Pactual Asset Management US, disse que a falta de interesse imediato no título de 30 anos é um sinal de alerta. Ele mencionou que a redução da oferta por Bessent pode não ser o fator principal, apontando para novos vendedores no mercado.
Os juros de longo prazo ultrapassaram cinco por cento neste ano. Temores de que a alta nos preços de energia forçasse o Federal Reserve (Fed) a manter juros altos contribuem para o cenário. A oferta elevada de títulos, resultado de déficits fiscais, somada ao aumento do endividamento corporativo, pressiona o custo de captação.
Fontes do mercado indicam que a alteração na comunicação do Tesouro, de “aumentos” para “mudanças” nas vendas de títulos, sugere um possível corte na oferta de papéis longos. Essa estratégia visa evitar os juros mais altos, mas aumenta o risco de refinanciamento.


