Os Estados Unidos planejam anunciar novas tarifas de importação para cerca de 60 nações nos próximos dias, conforme declarou o representante comercial americano Jamieson Greer. A medida, que abrange quase 99% do comércio norte-americano, visa países que não possuem leis eficazes contra o trabalho forçado.
A nova rodada de tarifas foi proposta pelo escritório de Greer, o USTR, no início de junho. Ela se baseia na Seção 301 da legislação norte-americana e resulta de apurações sobre trabalho forçado no exterior. O Brasil, por exemplo, será alvo de uma taxa de até 12,5%.
A imposição se divide em categorias: 10% será aplicado a países com acordos parciais, como União Europeia, México e Canadá. Já os demais países, que não atendem aos pré-requisitos, enfrentarão a alíquota de 12,5%. Além disso, uma tarifa de 25%, oficializada pela USTR, entrará em vigor em 22 de julho de 2026.
Em paralelo, a taxa temporária de 10% sobre importações globais, estabelecida pelo presidente Donald Trump em fevereiro de 2026, expira em 24 de julho de 2026. O governo projeta anunciar ações sobre a expiração, mas não especificou prazos devido ao dever legal de notificar o Congresso norte-americano.

