O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que respeitará o resultado das urnas brasileiras, contanto que o país realize uma disputa “livre e justa”. A declaração veio em resposta a questionamentos da imprensa brasileira sobre as tensões políticas recentes.
A autoridade do Departamento de Estado lembrou que os EUA mantiveram relações com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, e que esses laços foram bem-sucedidos. Para integrantes do governo Lula, a administração Trump planejava contestar a transparência e a segurança do sistema de urnas eletrônicas, o que levou à negativa de visto de dois diplomatas pelo Itamaraty.
O Palácio do Planalto reagiu à negativa de visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, dizendo que a atitude era de viés ideológico. A Presidência da República afirmou que isso demonstra interesse em interferir na próxima eleição presidencial.
O presidente brasileiro acusou o secretário de Estado, Marco Rubio, de ter hostilidade contra o país e a América Latina. Ele também mencionou que se beneficiaria com a presença de uma autoridade dos EUA no palanque do senador Flávio Bolsonaro, que levantou dúvidas sobre o sistema eleitoral sem comprovar fraudes.
Na quarta-feira, dia 12, o ex-ministro Celso Amorim, chefe da Assessoria Especial do Palácio do Planalto, declarou que os EUA visam a soberania brasileira, citando um vídeo do Departamento de Estado que sugere “domínio americano” nas Américas.


