A Casa Branca revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, intensificando uma nova rodada de crise diplomática com o Brasil. A medida, sob o comando de Donald Trump, faz parte de uma escalada de tensões que inclui tarifas e acusações de interferência, visando influenciar o cenário político nacional.
A revogação do visto ocorreu em resposta à demora do governo brasileiro em aprovar o indicado de Donald Trump para a embaixada americana em Brasília. Autoridades americanas disseram que a medida pode ser revertida se o Brasil aceitar a indicação, mas a expectativa é que isso não aconteça antes das eleições de outubro.
Especialistas apontam que a crise reúne elementos isolados, como imposição de tarifas e recusa de vistos, mas com motivação política, e não apenas econômica. Segundo um professor de Relações Internacionais, a escalada reflete diferenças ideológicas entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
A tensão se intensificou após o anúncio da indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador no Brasil, o que gerou controvérsia por quebra de protocolo. Analistas avaliam que a postura dos Estados Unidos busca consolidar sua influência na região, submetendo o vínculo bilateral ao ciclo político doméstico de ambos os países.

