Os Estados Unidos realizam, desde sexta-feira (28), um treinamento com forças especiais da Polônia no Joint Multinational Readiness Center, em Hohenfels, na Alemanha. O exercício simula a infiltração atrás de linhas inimigas e o uso de drones para ataques estratégicos, utilizando lições observadas no conflito entre Rússia e Ucrânia.
A atividade é a primeira do tipo conduzida por um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Um oficial das Forças Especiais do Exército americano informou que o objetivo é reproduzir os desafios enfrentados pelas tropas ucranianas, especialmente no que diz respeito à guerra com drones.
O cenário exige que os soldados poloneses percorram cerca de 100 quilômetros de terreno, evitando forças americanas que atuam como inimigos. O grupo deve usar drones para localizar e atacar alvos, além de testar a capacidade de operar sem ser identificado por civis ou detectado por vigilância aérea.
Em edições anteriores do treinamento, o Exército americano chegou a utilizar mais de 100 drones. A iniciativa ocorre enquanto a Otan manifesta preocupação com novas movimentações russas. Segundo a imprensa internacional, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Moscou nesta semana para alertar o governo russo contra ataques a países da aliança.
O esforço de incorporar experiências da guerra moderna surge apesar de divergências recentes sobre a presença militar dos EUA na Europa. A Ucrânia tornou-se referência no uso de drones e tem compartilhado esse conhecimento com outras nações.
O exercício acontece após a detecção de aeronaves não tripuladas sobre uma base militar alemã neste mês. No mesmo período, um drone com explosivos foi encontrado em um aeroporto de cargas na Alemanha.


