O setor têxtil brasileiro enfrenta novas exigências ambientais da Europa, que demandam rastreabilidade completa da cadeia de suprimentos. A proposta envolve o uso de passaportes digitais para registrar a origem da fibra e as opções de descarte das peças.
Segundo Eloisa Artuso, coordenadora do projeto Segue o Fio, o passaporte digital funcionará como um registro detalhado do produto. Este documento reunirá informações sobre alternativas de reparo, revenda, upcycling, reciclagem e coleta. A regulamentação europeia, prevista para entrar em vigor no próximo ano, forçará as marcas a adaptar processos para garantir o acesso a esses dados no mercado internacional.
Artuso apontou que o principal obstáculo reside na coleta de dados e na identificação de fornecedores. Ela afirmou que a falta de prática de transparência ao longo da cadeia dificulta a chegada à origem da fibra, por exemplo. Apesar dos desafios operacionais para mapear a produção, a adaptação pode gerar vantagens competitivas.
A transparência, explica a coordenadora, fortalece o vínculo com os consumidores e eleva o padrão de concorrência. Ela declarou que a transparência oferece vantagem competitiva, pois cria confiança com fornecedores e estabelece uma régua de competição mais honesta para toda a cadeia.

