Museus europeus com acervos de ouro reforçam medidas de segurança após a revitalização de roubos a essas instituições a partir de 2023. A tendência é impulsionada pela alta no preço do metal, com o valor da onça multiplicado por cinco desde 2017, segundo a Europol.
A Agência Europeia de Cooperação Policial (Europol) alertou as instituições sobre a violência das gangues responsáveis pelos ataques. Os grupos criminosos não hesitam em utilizar explosivos para acessar as coleções e subtrair as peças.
Na Espanha, três cidades foram atingidas nos últimos quatro meses. Museus em Villena, Badajoz e Albacete sofreram furtos de coleções elaboradas com ouro da Antiguidade.
As peças roubadas são descritas como valiosas e irremplaçáveis. O cenário de insegurança forçou a revisão de protocolos de vigilância em diversos centros culturais do continente.
O mercado de assaltos a museus é antigo, mas a valorização do ouro tornou o crime lucrativo novamente nos últimos anos.


