Ex-jogadores, dirigentes e técnicos do futebol brasileiro estão concorrendo a cargos eletivos em 2026. Candidatos buscam transformar a popularidade acumulada nos estádios em capital político em diversos estados e no Distrito Federal.
No Rio de Janeiro, o ex-atacante Edmundo concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PSDB. Ídolo de Palmeiras e Vasco, o ex-jogador foi campeão brasileiro pelos dois clubes, tendo conquistado o título em 1993 e 1994 pelo Palmeiras, e em 1997 pelo Vasco. Em São Paulo, Luís Fabiano, ex-atacante e titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, disputa cadeira de deputado federal pelo MDB. Sua plataforma inclui propostas sobre esporte, saúde preventiva e inclusão digital de jovens.
Outros nomes buscam espaço no Legislativo. Washington, ex-atacante, afirma que usará o esporte como instrumento para ampliar oportunidades para jovens. No Distrito Federal, o ex-meia Marcelinho Carioca tenta conquistar cadeira na Câmara Legislativa pelo Republicanos. Em Minas Gerais, Alexandre Kalil disputa o governo estadual pelo PDT, após comandar o Atlético Mineiro, que conquistou a Copa Libertadores de 2013 em sua gestão.
A disputa também envolve dirigentes. Marcos Braz, ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, concorre a deputado federal pelo PSDB. Já Vanderlei Luxemburgo, técnico conhecido, concorre ao Senado pelo Podemos no Tocantins. A migração do futebol para a política demonstra a influência da imagem esportiva no cenário eleitoral nacional.


