O ex-diretor-presidente do Grupo Apex Partners, Fernando Antônio Kulnig Cinelli, contestou acusações de operações financeiras irregulares no Tribunal de Justiça do Espírito Santo. A defesa pleiteia a anulação de restrições patrimoniais impostas pela empresa em um processo de tutela cautelar.
A Justiça determinou, em dezoito de agosto, o bloqueio de bens de Cinelli, no limite inicial de R$ 5 milhões, utilizando sistemas como Sisbajud, CNIB e Renajud. A empresa baseou o pedido em quatro transferências que totalizaram R$ 5,9 milhões, realizadas entre maio e julho. O Ministério Público Estadual (MPES) informou que a documentação apresentada comprova apenas a movimentação dos valores, sem definir a causa jurídica ou atribuir responsabilidades.
A representação jurídica de Cinelli argumenta que os repasses fazem parte das rotinas operacionais do grupo. A defesa detalhou que dos R$ 5,9 milhões questionados, R$ 5 milhões foram repassados pela ABM Partnership ao ex-executivo, enquanto R$ 900 mil foram devolvidos por ele à organização. Adicionalmente, foram citados aportes pessoais de R$ 1,2 milhão feitos por Cinelli entre julho e agosto.
O processo expõe o endividamento do grupo, estimado preliminarmente em quase R$ 1 bilhão. Os débitos incluem R$ 452,1 milhões em debêntures da Rhino Securitizadora e R$ 309,8 milhões ligados a compromissos de cashback. A medida cautelar busca conter cobranças enquanto a revisão contábil do Grupo Apex Partners ocorre.

