Nikolai Patrushev, ex-chefe do FSB, visitou Brasília em agosto para negociar dependências com o Brasil. A passagem ocorreu em um momento de alta tensão geopolítica, enquanto serviços de inteligência norte-americanos revisaram sua avaliação sobre possíveis ações da Rússia contra a OTAN.
A visita de Patrushev, considerado uma das figuras centrais da cúpula de Putin, não teve caráter meramente protocolar. Especialistas em defesa apontam que a Rússia pode buscar no Brasil uma solução prática para contornar sanções internacionais, utilizando navios de bandeira brasileira.
Paralelamente, a inteligência dos Estados Unidos alterou sua projeção. Antes, avaliava-se que Moscou evitaria provocar a OTAN durante o conflito na Ucrânia. Agora, a avaliação indica que a Rússia pode testar o artigo 5º da aliança em semanas, seja por meio de ataque cibernético ou incursão terrestre limitada.
A coincidência da visita russa com intensos ataques de mísseis balísticos de Moscou contra Kiev reforça a percepção de que a diplomacia e a guerra estão interligadas para o Kremlin. A mudança na postura de inteligência dos EUA aponta para um cenário de escalada que se estende até 2029.


