O tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), afirmou neste sábado (29) que a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre um suposto apoio do militar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma “leviandade”. Baptista Junior reagiu via rede social X.
Segundo o ex-comandante, a fala do candidato à Presidência serviu para desviar o foco de uma pergunta feita durante sabatina televisiva na sexta-feira (28). Na ocasião, Flávio Bolsonaro foi questionado sobre depoimentos de ex-chefes das Forças Armadas a respeito de uma tentativa de ruptura institucional ao fim do governo de Jair Bolsonaro.
Baptista Junior relatou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter resistido a pressões para que militares aderissem a um plano de exceção. Em depoimento, ele descreveu reuniões onde se discutia uma minuta para impedir a posse de Lula e afirmou ter se recusado a receber cópia do documento.
O militar sugeriu que o senador aguarde a leitura de seu livro, “Eu Disse Não! Uma trincheira antigolpista”, publicado pela Autêntica Editora. A obra, que chega às livrarias em setembro, detalha encontros no Palácio da Alvorada e no Ministério da Defesa sobre a crise institucional.
No texto publicado no X, Baptista também provocou o coordenador-geral da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), citando o espírito de Zagallo ao mencionar a “direita consentida”.
Os relatos do ex-comandante da Aeronáutica integraram a Ação Penal 2668 no STF. O processo julgou o núcleo central da tentativa de golpe, resultando na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, em sentença concluída em setembro de 2025.
Baptista Junior ingressou na FAB em 1975 e comandou a Aeronáutica entre abril de 2021 e janeiro de 2023.

