A Justiça de São Paulo condenou Alexsandro Broedel Lopes, ex-diretor financeiro do Itaú Unibanco, a pagar R$ 2,83 milhões ao banco. A decisão, divulgada nesta semana, refere-se a irregularidades em contratações de serviços de consultoria realizadas entre 2019 e 2024.
Broedel ocupou o cargo de diretor financeiro da instituição entre 2021 e meados de 2024. Segundo o processo judicial, ele deixou de informar uma relação financeira existente com uma das empresas contratadas pelo Itaú. O banco contratou a Care Consultoria, empresa controlada por um sócio de Broedel em outra companhia, a Broedel Consultores Associados, da qual o executivo também era acionista.
Os contratos firmados com a consultoria somaram R$ 13,3 milhões no período. A instituição financeira alegou que Broedel recebeu, por meio de acordo com o sócio, pelo menos R$ 4,9 milhões. A Justiça não encontrou provas de que o Itaú tivesse ciência de um entendimento informal que permitisse o recebimento desses valores pelo ex-executivo.
O caso surgiu após uma investigação interna conduzida pelo Itaú no final de 2024. Broedel contestou as acusações e informou à assessoria que pretende recorrer da condenação. Ele afirmou que o Itaú tinha conhecimento de sua relação com o sócio e deve apresentar documentos que comprovam essa comunicação.
A defesa também alegou que o banco adotou medidas para prejudicar sua reputação após sua saída do Itaú para assumir posição no Santander, na Espanha. O profissional declarou que sua atuação no Itaú foi ética e transparente, e que continuará recorrendo à Justiça.


