O ex-presidente sírio Adib Shishakli foi assassinado em Ceres, Goiás, no dia 27 de outubro de 1964. O líder, que governou a Síria entre 1953 e 1954, vivia na região como fazendeiro e comerciante. O crime ocorreu após uma discussão com um comerciante druso local.
Shishakli chegou ao Brasil após deixar o poder, sendo alvo de repulsa da comunidade drusa, grupo que sofreu repressão durante seu regime. Ele foi acusado de incentivar o ódio sectário e de ordenar uma ofensiva militar na região de Jabal al-Druze, que resultou em mortes de civis e destruição de cidades, segundo relatos.
Após deixar o cargo, o ex-presidente estabeleceu-se em Ceres, onde mantinha uma atividade como fazendeiro e comerciante. Em 23 de setembro de 1964, um comerciante druso circulava pela cidade. Um mês depois, o encontro fatal ocorreu. O comerciante sacou um revólver calibre .38 e atirou contra Shishakli, confirmando a morte após disparos à queima-roupa.
A investigação policial apontou que o assassinato foi premeditado. O corpo foi enterrado localmente, mas, a pedido do governo sírio, foi exumado, embalsamado e levado ao país de origem, onde recebeu honras oficiais. O caso teve repercussão internacional.


