Um ex-embaixador americano afirmou que a ameaça do presidente Donald Trump de bombardear Omã, aliado dos Estados Unidos, foi uma tentativa de chamar atenção, e não uma ameaça concreta. As negociações de paz entre Washington e Teerã pararam após o prazo de sessenta dias.
O ex-embaixador americano, Marc Sievers, que atuou em Omã entre dois mil dezesseis e dois mil dezenove, declarou à CNBC que o processo diplomático estagnou. Ele comentou que Washington buscava uma solução que nunca esteve seriamente em discussão com o Irã.
Sievers explicou que a ameaça de ataques aéreos contra Omã seria difícil de imaginar, dado o trabalho conjunto entre os dois países no desenvolvimento de infraestrutura portuária. Ele apontou que a Casa Branca demonstra frustração com a colaboração omanita no desenvolvimento de um canal para o Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz, que movimentava cerca de um quinto do petróleo bruto e gás natural do mundo, é ponto de tensão entre os dois países desde fevereiro. Um navio cargueiro foi atingido por um projétil no estreito, causando danos e uma vítima fatal, segundo dados de uma agência marítima.
Analistas do Eurasia Group não preveem acordo de paz até setembro. Eles consideram o resultado mais provável um “acordo limitado” que permita recuperação parcial do tráfego marítimo, visto que ambos os lados mantêm posições firmes.


