Um ex-engenheiro de segurança da Meta depôs em um grande processo na Califórnia, afirmando que a empresa adota uma política de ‘não perguntar, não dizer’ para proteger crianças em suas plataformas. O depoimento sugere que a companhia sabia do dano que seu conteúdo causava.
Arturo Béjar, ex-engenheiro de segurança da Meta, disse que a empresa tinha ciência de que sua plataforma prejudicava crianças, promovendo conteúdo sexual predador e violento nos feeds. Béjar, que fornecia informações sobre segurança ao CEO da Meta, declarou que os executivos sabiam dos problemas, mas não tinham pressa em resolvê-los, apesar das promessas de que a Meta e seus aplicativos Instagram e Facebook não colocavam lucro acima da segurança.
O depoimento de Béjar contradiz a imagem de compromisso que a empresa projeta com jovens. Ele afirmou sentir que o CEO criou uma impressão falsa sobre a dedicação do Facebook às pessoas mais novas. Essas alegações se alinham a declarações de outros ex-funcionários da Meta.
Uma ex-diretora de política pública do Facebook divulgou um livro no ano passado, alegando que a companhia explorava formas de expandir anúncios direcionados a menores desde 2017. Ela relatou um material de apresentação que mencionava a exploração de ‘momentos de vulnerabilidade psicológica’ em usuários, usando termos como ‘inútil’ e ‘sem valor’.
Além de textos, o monitoramento se estendia a adolescentes; a autora explicou que o Facebook rastreava quando meninas adolescentes deletavam selfies para servir anúncios de beleza naquele momento específico.


