O ex-ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, defendeu a realização de eleições enquanto o país enfrenta a guerra contra a Rússia. A proposta contraria o governo atual, que não realiza votações desde fevereiro de dois mil e vinte, devido à lei marcial.
Fedorov questionou como um Estado deve funcionar se o conflito se prolongar por anos. Ele afirmou que é preciso encontrar um mecanismo legal para restabelecer a democracia plena mesmo com a guerra em curso. A manifestação ocorreu um dia antes do Parlamento em Kiev votar a nomeação de seu sucessor, Yevhenii Khmara.
Aos trinta e cinco anos, Fedorov ganhou apoio entre jovens ucranianos, e seu pronunciamento é visto como um desafio ao governo. Pesquisa do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev indicou que o ex-ministro estava em segunda colocação em confiança popular, enquanto Zelensky figurava em quarto. Fedorov havia sido afastado em uma reforma ministerial do mês passado.
Partidos de oposição e cidadãos ucranianos criticam o mandato de Zelensky, eleito em dois mil e dezenove. Líderes ucranianos argumentam que eleições justas são impossíveis na guerra. A legislação poderia mudar para permitir votações antes do fim do conflito, mas o processo para soldados e cidadãos em zonas de risco ainda não está definido.


