Testes de imagem médica comprados diretamente pelo consumidor geram grande volume de dados de saúde. Contudo, um radiologista aponta que a informação só melhora a saúde se prever ou diagnosticar uma condição, levando a uma mudança de comportamento benéfica.
O mercado de exames de imagem diretos ao consumidor cresce, com mais de cem mil americanos já como clientes. No entanto, a especialista explica que a utilidade desses testes é complicada. Para gerar um impacto positivo na saúde, o exame precisa prever ou diagnosticar algo, e a mudança de comportamento gerada deve ser melhor que não fazer o teste.
Exames como ressonância magnética de corpo inteiro, não recomendados por diretrizes médicas, podem identificar massas em órgãos como rim ou tireoide. Embora pareça lógico, o profissional diz que, sem evidências, o benefício não supera o de não fazer o procedimento.
O tratamento agressivo de achados pequenos, como massas benignas, muitas vezes não ajuda os pacientes, gerando apenas danos secundários, como dor cirúrgica e ansiedade. Por isso, cientistas focam em estatísticas, pois o bom senso pode falhar.
A probabilidade de benefício e de dano é crucial. Um exame de ressonância magnética em um paciente com síndrome genética de alto risco tem mais chances de gerar benefícios do que na população geral. A ação tomada sobre a informação, e não o teste em si, frequentemente causa o dano.


