Michael Saylor, fundador da Strategy, questionou as previsões de Elon Musk sobre a Inteligência Artificial. O executivo de 61 anos afirmou que a IA pode baratear necessidades básicas, mas não eliminará o valor do dinheiro, pois os seres humanos são orientados a status.
Saylor concorda que a IA pode reduzir drasticamente o custo de bens essenciais. Contudo, ele defende que a abundância não anula o desejo por distinção. Segundo o executivo, as pessoas deslocarão seus gastos para itens escassos que conferem riqueza ou prestígio.
Ele citou exemplos históricos, como a ausência de cuidados médicos modernos em Henrique VII, para ilustrar como a tecnologia avança. A medicina e o saneamento hoje são comuns em partes do mundo desenvolvido, mas isso eleva o patamar do que é considerado luxo.
O executivo apontou o consumo de alimentos em Nova York como exemplo. Ele questionou por que as pessoas pagam valores altos em restaurantes se podem se alimentar por quantias muito menores. Para Saylor, a humanidade sempre cria um ativo troféu, como o carro de luxo.
Apesar da divergência com Musk, outros líderes tecnológicos preveem uma era de fartura. Dennis Hassabis, chairman do Google DeepMind, anteviu um novo renascimento em dez a quinze anos, impulsionado por avanços em energia e medicina.

