O Exército dos Estados Unidos está descontinuando seu batalhão de ataque com drones e robôs. A decisão, parte de um movimento de retorno a práticas básicas, visa realocar as tropas para tarefas de combate aéreo, conforme anunciou o chefe de estado-maior interino da Força.
A transformação ocorre em meio a mudanças táticas observadas no conflito na Ucrânia desde dois mil e vinte e dois. Essa evolução forçou os militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte e de outras potências globais a redefinir o campo de batalha assimétrico, onde os drones têm grande influência.
O batalhão, conhecido como Terceiro Batalhão do Regimento de Infantaria Paraquedista 504, contava com cerca de seiscentos soldados da Brigada Aerotransportada 173. Com o encerramento, a unidade voltará a focar em suas funções centrais como batalhão de infantaria aérea, segundo um porta-voz do Exército.
Um memorando escrito pelo chefe de estado-maior interino mencionou que as forças dos EUA precisam estar preparadas para superar os desafios complexos impostos pelos adversários. O Exército, contudo, afirmou estar comprometido em acelerar a dominância militar dos drones nos Estados Unidos para atender às demandas de operações de combate em larga escala.
Antes da desativação, o batalhão participará do exercício anual Saber Junction na Alemanha, durante agosto e setembro. A direção da guerra com drones no Exército dos EUA segue sendo testada com sistemas de guerra eletrônica, como interferência de radiofrequência e sistemas de micro-ondas de alta potência, em colaboração com empresas privadas.

