O Exército israelense afirmou ter matado três pessoas nesta sexta-feira (28) em um bombardeio aéreo na região de Jenin, no norte da Cisjordânia ocupada. A ação é considerada incomum para o território, que não costuma ser alvo de ataques aéreos, diferentemente do que ocorre na Faixa de Gaza.
As forças militares declararam que três terroristas foram neutralizados. Um dos mortos foi identificado como Qais Bitawi, descrito como integrante do Hamas e participante de uma rede desarticulada durante a operação Muro de Ferro. Segundo o Exército, armas foram encontradas nos veículos de Bitawi e de seus dois cúmplices.
O braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedin al-Qassam, afirmou que Bitawi era um de seus comandantes. Já o braço armado da Jihad Islâmica Palestina declarou anteriormente que os três homens eram combatentes de sua organização.
A região de Jenin é conhecida como reduto da militância palestina. No início de 2025, o Exército lançou a operação Muro de Ferro contra campos de refugiados no norte da Cisjordânia para combater grupos armados. Em fevereiro daquele ano, o envio de tanques a Jenin provocou o deslocamento de quase 40 mil pessoas, segundo a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA).
A Cisjordânia, sede da Autoridade Nacional Palestina (ANP), registra aumento da violência cometida por colonos israelenses desde o início da guerra em Gaza. O território é ocupado por Israel desde 1967 e possui autogoverno limitado concedido pelos Acordos de Oslo na década de 1990.
Desde 7 de outubro de 2023, ao menos 1.100 palestinos da Cisjordânia morreram por ações de soldados ou colonos israelenses, com base em dados da ANP. No mesmo período, números oficiais de Israel indicam que 48 israelenses, entre civis e soldados, morreram em ataques palestinos ou operações militares.


