O Exército Brasileiro realizou uma simulação de guerra na Amazônia, utilizando viaturas blindadas e sensores inteligentes. O treinamento durou quatro dias e mobilizou mais de 1.100 militares em um percurso de 550 km na fronteira Norte do país.
A ação final ocorreu na quinta-feira, dia vinte, na sede de Normandia, em Roraima. Nessa etapa, 260 militares participaram de um combate simulado de ataque e defesa para reconquistar o aeródromo municipal, às margens da rodovia BR-401. A tropa foi dividida entre 200 militares de ataque e 60 na linha de defesa.
O efetivo do exercício contou com militares de Roraima, Amazonas e Rio de Janeiro. Foram empregados 140 equipamentos com sensores nos capacetes e coletes. Quando um militar era atingido, o aparelho emitia um aviso sonoro indicando se ele estava morto ou ferido, permitindo o resgate em casos de ferimento.
Durante o combate, foram utilizados tiros de festim, munição sem projétil. A presença das tropas despertou moradores de Normandia, e a orientadora pedagógica de uma escola local relatou que, apesar do aviso prévio, o efetivo nas ruas surpreendeu os habitantes.
O exercício empregou 39 viaturas blindadas, como os modelos Guaicurus e Guarani. Segundo o major Pedro Xavier, da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, a unidade se prepara para emergências, reforçando a vocação da defesa externa no extremo norte do país.

