As exportações da indústria do Rio Grande do Sul subiram dois por cento em julho, alcançando 1,5 bilhão de dólares. O crescimento ocorreu em comparação com o mesmo período de 2025 e foi liderado pelo segmento de alimentos, que registrou alta de 33,4% nas vendas externas.
O levantamento, divulgado nesta terça-feira (18) pelo Sistema FIERGS, indica que o desempenho reflete a capacidade de reação da indústria gaúcha, mas também os impactos de barreiras comerciais. Claudio Bier, presidente do Sistema FIERGS, declarou que o resultado evidencia a força do setor, mas aponta a necessidade de reverter tarifas impostas aos produtos brasileiros, especialmente nos Estados Unidos.
Entre os segmentos que tiveram desempenho negativo, destacaram-se tabaco e máquinas e materiais elétricos. As exportações de tabaco totalizaram 212 milhões de dólares, uma redução de 35,2% frente a julho de 2025. Já o setor de máquinas e materiais elétricos registrou um recuo de 51%, com vendas externas de 24,5 milhões de dólares.
Em relação aos principais parceiros, a Argentina apresentou crescimento nas compras de produtos gaúchos, com exportações atingindo 130 milhões de dólares, um aumento de 6,8%. Na União Europeia, as exportações somaram 323 milhões de dólares, marcando um aumento de 3,3% em relação a 2025. O desempenho trimestral para o bloco europeu foi impulsionado por carnes e miudezas de aves e farelos de soja.
No mercado norte-americano, as exportações de transformação gaúcha caíram 33,4% em julho, totalizando 129,4 milhões de dólares. No período de doze meses desde a imposição de tarifas, o Rio Grande do Sul exportou 1,4 bilhão de dólares para os EUA, o que representa uma redução de 29,1% em relação aos doze meses anteriores.

