As exportações brasileiras de carne bovina perderam ritmo no começo do segundo semestre. A queda é atribuída à redução das compras da China, principal importadora do Brasil. O setor registra o melhor primeiro semestre da série histórica, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea Esalq).
Pesquisadores do Cepea Esalq apontam que a desaceleração em julho e agosto está ligada à antecipação de embarques destinados ao mercado chinês nos meses iniciais do ano. Com o preenchimento da cota de importação da segunda maior economia do mundo, a intensidade da demanda deve diminuir na segunda metade do ano.
O mercado de carne suína também mostrou retração nas exportações em junho e julho. O Cepea Esalq atribui esse resultado à diminuição das compras de países asiáticos, como as Filipinas, que lideram os destinos da proteína brasileira.
A citricultura enfrenta um cenário diferente, marcado por crise de demanda global. Apesar de o Brasil ser o maior produtor e exportador de suco de laranja, o setor sofre com um ciclo negativo iniciado por problemas climáticos entre 2022 e 2024. A menor oferta de fruta elevou o preço final, enfraquecendo o consumo, e a receita da safra 2025/26 diminuiu.


