Setores exportadores da indústria criticam a abertura do processo de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. A percepção é que a ação visa fortalecer o discurso de soberania nacional em ano eleitoral, e não atender aos interesses das empresas afetadas.
Líderes de entidades industriais afirmam que acionar a lei de reciprocidade não deve pressionar o governo dos Estados Unidos a negociar as sobretaxas comerciais. Eles apontam que os efeitos práticos da iniciativa demorarão, no mínimo, três meses para ocorrerem, devido às fases de aprovação de relatório, consulta pública e deliberações finais.
Nos bastidores, exportadores avaliam que a abertura do processo decorreu mais de cálculos políticos do que econômicos. Um dirigente da indústria comentou que a reciprocidade se encaixa no discurso de soberania, aproveitando o ano eleitoral.
José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, concorda com a influência eleitoral na decisão. Segundo Castro, a medida pode gerar mais transtornos do que benefícios nas negociações com os Estados Unidos. Ele declarou que o país não está em condição de igualdade com os americanos.


