Uma falha de segurança no recurso Screen Sharing do macOS foi usada em ataques de cryptojacking pouco tempo após ser divulgada. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2026-65400, permitia a invasão de dispositivos sem credenciais válidas.
O problema reside em um erro de lógica no processo de autenticação do servidor de compartilhamento de tela, afetando sistemas onde o serviço fica exposto à internet. Um pesquisador de segurança, Alfredo Pesoli, identificou a falha e a reportou à Apple.
A empresa liberou correções para os sistemas macOS Sequoia 15.7.9, Sonoma 14.8.9 e Tahoe 26.6.1. Contudo, autoridades de segurança na Holanda relataram que o abuso ativo da falha já havia sido observado em sistemas com a porta 5900 acessível externamente.
Os invasores utilizavam o acesso obtido para implantar mineradores de criptomoedas Monero, que é conhecido por seu algoritmo otimizado para CPUs comuns. O Centro Nacional de Cibersegurança da Holanda (NCSC) confirmou a ocorrência de acesso root nesses casos.
Para evitar a exposição, recomenda-se a instalação imediata do patch da Apple. Caso contrário, os usuários podem desativar o recurso de compartilhamento de tela ou configurar firewalls para bloquear a porta 5900.


