A Polícia Civil de Roraima indiciou um homem de 49 anos por estelionato. O indivíduo se passava por advogado e prometia resolver ações judiciais e liberar benefícios financeiros, mas não prestava os serviços. A investigação apurou que ele causou um prejuízo total de aproximadamente R$ 19 mil a nove pessoas.
O inquérito, conduzido pelo 2º Distrito Policial, revelou que o investigado não possuía inscrição válida na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e usava indevidamente um número de registro de um profissional. Segundo o delegado Vinicius do Vale Oliveira, essa falsidade profissional foi usada para conquistar a credibilidade das vítimas.
Os golpes ocorreram a partir de abril de 2025. Uma das vítimas, uma mulher de 51 anos, contratou o falso profissional para atuar em uma ação sobre a morte do filho em acidente de trânsito. Outro caso envolveu o companheiro dela, de 44 anos, que entregou cerca de R$ 6 mil. Em outras ocasiões, os pagamentos foram feitos por Pix ou em dinheiro em espécie.
A dinâmica dos fraudadores consistia em oferecer soluções para problemas judiciais e cobrar valores antecipados por supostos honorários ou custas. Após receber o dinheiro, o homem não realizava os serviços prometidos. O delegado solicitou à Justiça a prisão preventiva em junho, mas o pedido não foi aceito; contudo, o bloqueio das contas do indivíduo foi determinado.


