A falta de mercadorias impactou as vendas de Tok&Stok e Mobly, empresas do Grupo Toky, após o pedido de recuperação judicial da companhia. O abastecimento perdeu o fluxo anterior devido à cautela dos fornecedores, resultando em queda de receita e volume transacionado no segundo trimestre de 2026.
O Grupo Toky protocolou o pedido de recuperação judicial em 12 de maio, com a Justiça autorizando o andamento do processo em 15 de junho. Informações do grupo indicam que o pedido elevou a insegurança entre fornecedores, o que levou alguns a interromper o fornecimento de produtos. Isso causou a falta de itens e atrasos nas entregas, pressionando o grupo em meio aos esforços para gerir as contas financeiras.
No segundo trimestre, a receita líquida do grupo caiu 37,3%. O volume total movimentado pelas duas marcas registrou recuo de 31,9% em comparação com o mesmo período de 2025. A receita operacional líquida atingiu R$ 207,1 milhões, frente ao valor 37,3% superior no ano anterior.
Além da escassez de estoque, a menor oferta dificultou a entrada de novos pedidos e elevou o número de cancelamentos. A Mobly intensificou a estratégia de descontos para amenizar a retração nas vendas. Essa medida pressionou a rentabilidade, reduzindo a margem bruta consolidada para 52,1%, uma queda de 1,6 ponto percentual em um ano.
O Grupo Toky afirma que a recuperação judicial permitirá a reorganização das dívidas e a criação de uma estrutura financeira compatível com a geração de caixa. Ao final do trimestre, o grupo possuía R$ 23,4 milhões em caixa e liquidez total de R$ 92,9 milhões, enquanto segue o processo de integração entre as marcas.


