O último réu julgado pelo ataque a um ônibus com torcedores do Atlético, ocorrido em novembro de dois mil e vinte e um, foi condenado a sessenta e sete anos de prisão nesta quarta-feira, dia 12. O advogado que representa a família do jovem, que morreu após o ataque, afirmou que o processo representa um desgaste.
A condenação ocorreu em primeira instância, após cinco anos de tramitação dos processos. O júri encerrou os trabalhos às vinte e duas horas e cinquenta e um minutos. Filipe Augusto Barbosa Ferreira, advogado da família, informou que o encerramento desta fase não traz comemoração para os parentes da vítima.
O ataque aconteceu na noite de vinte e oito de novembro de dois mil e vinte e um, após partida entre Atlético-MG e Fluminense, no Mineirão. O veículo, que transportava torcedores atleticanos, foi cercado e atacado na Região do Barreiro, em Belo Horizonte. Segundo investigações, o grupo utilizou paus, barras de ferro, fogos de artifício e coquetéis molotov.
O torcedor, de vinte anos, ficou gravemente ferido e faleceu dois dias depois. O Ministério Público denunciou os envolvidos por homicídio consumado, tentativas de homicídio e associação criminosa. Anulações processuais anteriores levaram à realização deste novo Tribunal do Júri.
O advogado declarou que, neste momento, a família espera encontrar espaço para seguir adiante, respeitando a memória da vítima, sem precisar reviver a tragédia continuamente. Ele ressaltou que a decisão ainda é de primeira instância e pode ser contestada por recursos legais.


