Cerca de cinco mil marinheiros e membros da infantaria naval estiveram em terra apenas duas vezes durante a atual missão. O navio, desviado para o Oriente Médio após o início de um conflito com o Irã, tem gerado preocupações entre as famílias.
A partida do navio de San Diego ocorreu em 21 de novembro de 2025. O retorno, originalmente previsto para maio, foi cancelado, e a tripulação não sabe a data de volta. Essa incerteza aumenta a tensão, segundo familiares. Mais de duzentos parentes compareceram a um encontro com representantes da Marinha em San Diego na semana passada.
Relatos indicam casos de angústia entre os militares. Uma familiar relatou que seu marido tentou saltar do convés devido à prolongação da serviço no mar. Em outro caso, um colega de tripulação impediu um companheiro de pular. A Marinha não divulgou o número de incidentes semelhantes durante a missão atual.
Condições de higiene também foram alvo de críticas. Um congressista federal apontou em rede social problemas como chuveiros com mofo, banheiros quebrados e falta de água quente. Ele citou também refeições com arroz e bolinhos de milho, sem sabão ou desodorante.
A Marinha descreve a situação com mais cautela. Representantes afirmam que a longa missão é uma “zaga significativa para nossos militares e suas famílias”. A instituição também declarou que não houve aumento em relatos de pensamentos ou tentativas de suicídio e que a tripulação tem acesso contínuo a água limpa e alimentação suficiente.

