O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira que o governo federal seguirá apertando o arcabouço fiscal. A medida visa auxiliar o Banco Central em sua política de juros. Durigan reforçou o compromisso fiscal do governo em reuniões com o mercado financeiro.
Durigan indicou a intenção de reduzir o limite de aumento anual de despesas do arcabouço fiscal, atualmente fixado em 2,5%, para algo próximo de 1,5%, mantendo o valor acima da inflação. O ministro, interlocutor econômico da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconhece a necessidade de controlar o crescimento das despesas obrigatórias.
O ministro também atribuiu a alta de preços no país, que preocupa o Banco Central, a impactos externos. Ele disse que o conflito no Oriente Médio afeta preços de combustíveis e restringe a produção de fertilizantes mundialmente. Segundo Durigan, a preocupação com a inflação vai além da condução fiscal interna.
Em relação à política monetária, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, Selic, para controlar a inflação na meta de 3% ao ano. A instituição registrou preocupação com as políticas governamentais que estimulam o consumo e monitora os efeitos imediatos da guerra nos preços de itens básicos.


