O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a política fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em entrevistas. Ele atribuiu a alta da inflação ao aumento do preço do petróleo, mas analistas apontam imprecisões nas declarações do ministro.
Durigan afirmou que o choque do petróleo impactou as expectativas de inflação no Brasil. No entanto, o Banco Central indica, em textos elípticos, que o controle de gastos e a redução do crédito subsidiado podem diminuir os patamares atuais de inflação e juros. O ministro alegou que o governo zerou o déficit público primário, mas críticos apontam que vários gastos não são contabilizados no cálculo fiscal do governo.
O ministro criticou a política fiscal anterior, mas não comparou a dívida pública de dezembro de dois mil e vinte e dois com o nível atual em relação ao Produto Interno Bruto. Segundo a visão do ministro, o crescimento da dívida ocorre por causa dos juros. Contudo, o Banco Central eleva a taxa Selic para controlar a inflação, que os gastos públicos elevados também pressionam.
Dados mostram que a dívida bruta do governo geral atingiu 81,9% do PIB em junho de dois mil e vinte e seis. Em dezembro de dois mil e vinte e dois, o indicador estava em 71,7%, último mês do governo anterior. O governo federal registrou superávit primário de R$ 55 bilhões em dois mil e vinte e dois, mas em dois mil e vinte e três, houve déficit de R$ 265 bilhões.

