O FBI alertou empresas americanas sobre um esquema de contratação perigoso. Investigadores federais identificaram um operário norte-coreano realizando trabalho remoto em uma agência federal dos EUA. A tática envolve o uso de identidades falsas e inteligência artificial para obter empregos de TI.
O departamento federal divulgou o caso em julho de dois mil e vinte e seis. Todd Hemmen, subdiretor assistente da Agência Federal, explicou que a agência ainda investiga como o processo de contratação permitiu a entrada do operário. Relatos de meados de dois mil e vinte e seis mostram que a ameaça cresce rapidamente.
Operários norte-coreanos utilizam identidades roubadas, documentos forjados e *deepfakes* gerados por IA para conquistar vagas de tecnologia remotas no país. Um aviso conjunto de onze países em julho de dois mil e vinte e seis confirmou que esses trabalhadores usam falsas identidades para receber salários, que são destinados a financiar programas de mísseis da Coreia do Norte.
O centro de rastreamento de violações de identidade registrou vinte e um eventos internos maliciosos nos primeiros seis meses de dois mil e vinte e seis. Este número representa um aumento de sete vezes em relação aos três casos registrados em dois mil e vinte e cinco. A operação norte-coreana é citada como fator estrutural nesse crescimento de ataques.
Estudos indicam que violações habilitadas por IA custam às empresas, em média, um milhão de dólares a mais por incidente. A agência federal, ao falhar na verificação, expõe o risco para o setor privado, sugerindo que a checagem de contratação deve ocorrer durante todo o processo de integração.


