A Secretaria de Estado da Saúde aponta que o número de mortes por febre maculosa gera preocupação nas autoridades paulistas. A doença, embora rara, possui alta letalidade entre infecções transmitidas por animais. Os óbitos ocorrem majoritariamente em Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.
O professor Marco Aurélio Ferreira, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP, explica que a infecção ocorre por contato com carrapatos infectados, e não de pessoa para pessoa. Os vetores variam por localidade: o Amblyomma sculptum predomina no interior, enquanto o Amblyomma aureolatum é mais comum na Região Metropolitana de São Paulo, onde cães participam da dinâmica de transmissão.
O diagnóstico tardio agrava o quadro da doença. Os sintomas iniciais, como febre, dor de cabeça e dores no corpo, podem ser confundidos com outras enfermidades. Por isso, a busca rápida por atendimento médico é crucial caso haja suspeita, e é fundamental informar sobre a possível exposição a carrapatos.
Para reduzir o risco, recomenda-se evitar contato com carrapatos em áreas de mata e trilhas. Quem precisar frequentar tais locais deve usar roupas claras, calça comprida e calçados fechados. O especialista orienta a retirar carrapatos encontrados o mais rápido possível com uma pinça, sem esmagá-los.

