A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PC do B, apresentou quatro representações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (29). As ações questionam a conduta de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além do vereador Lucas Pavanato (PL), por disseminação de informações falsas e abuso de poder.
Uma das principais frentes da ofensiva jurídica foca na Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo. A coligação afirma que a chapa do PL organizou um “showmício” disfarçado, com estrutura de som e luz custeada por empresas privadas e órgãos estatais para reunir 60 mil pessoas. Os advogados de Lula alegam que o evento cultural foi transformado em ato de campanha, pedindo a cassação do registro e a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro.
A federação também contestou vídeos produzidos com deepfake que associam o presidente Lula à palavra “bandido”. O material, divulgado em parceria entre Lucas Pavanato e Flávio Bolsonaro e replicado por Romeu Zema, atingiu 19,6 milhões de visualizações em cinco redes sociais. O grupo pede a remoção do conteúdo em 24 horas e multa de até R$ 30 mil por cada ofensa à honra.
Outra representação trata de discursos feitos por Flávio Bolsonaro durante o lançamento de sua campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro. Segundo o PT, o candidato associou a gestão federal ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), afirmando que o governo estaria “fechado com o crime organizado”. O vídeo da declaração ultrapassou 1,7 milhão de visualizações.
Por fim, a coligação requer a proibição de publicações de Ronaldo Caiado baseadas em entrevista concedida em 25 de agosto. Na ocasião, o candidato do PSD afirmou que o narcotráfico na Amazônia ocorre com a conivência do governo federal e declarou que o PT e o tráfico possuem uma “vida umbilical”. A federação argumenta que as falas extrapolam a crítica política e configuram divulgação de fatos inverídicos.

