A federação PSDB-Cidadania protocolou no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) um pedido para deixar a coligação eleitoral de Raquel Lyra, candidata à reeleição. A governadora reagiu ao movimento no mesmo dia, apresentando manifestação para garantir a permanência dos partidos na composição.
A questão da permanência da federação na composição de Lyra foi levantada pela coligação Frente Popular de Pernambuco, que representa o ex-prefeito do Recife e candidato ao governo estadual, João Campos. Em convenção realizada no dia 31 de julho, diretórios estaduais do PSDB e Cidadania decidiram apoiar a reeleição da governadora.
Seis dias depois, uma comissão interventora nacional, liderada por Aécio Neves (PSDB) e Alex Manente (Cidadania), aprovou a neutralidade nas eleições para o Executivo do estado. Essa decisão anulou a convenção anterior, pois a direção nacional do Cidadania optou por apoiar Campos. O PSDB, contudo, manteve a aliança com Lyra.
A equipe de Lyra informou que a intervenção nacional ocorreu “a toque de caixa”. Em nota, a governadora afirmou que a convenção estadual, convocada e publicada, decidiu integrar a coligação de apoio a Raquel Lyra. Segundo a equipe, essa decisão foi atropelada por uma intervenção sem notificação prévia ou oportunidade de defesa, o que violaria garantias do contraditório.

