A FIFA desligou Kevin Lamour, diretor de operações, na última segunda-feira, dia 17 de agosto. A demissão ocorreu pouco depois de Lamour criticar o plano de Gianni Infantino, que envolvia a entrada de investidores privados em partes da Copa do Mundo. A organização confirmou a saída, mas não detalhou o motivo.
O executivo se opôs ao projeto, chamado FFE, que previa a venda de participações ligadas ao torneio para investidores privados. As demais confederações também manifestaram críticas ao plano. Em julho, Lamour afirmou que a administração da FIFA havia sido “enganada” durante o processo e criticou a postura do presidente.
O secretário-geral Mattias Grafström comunicou internamente o desligamento. Em nota, a FIFA apenas informou que o vínculo de trabalho com o diretor de operações terminou em 17 de agosto, agradecendo os dois anos de serviço. As razões exatas do rompimento permanecem sem esclarecimento público.
Lamour atuou anteriormente na UEFA, onde foi secretário-geral adjunto desde 2007. Ele já trabalhou junto a Infantino na entidade europeia. A saída ocorre em um momento de pressão sobre o presidente da FIFA, que enfrenta críticas após o insucesso do projeto de investimento.

