A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) diminuiu para 1,55 milhão de casos no final de julho. O número representa o menor patamar em 21 meses, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Contudo, os indeferimentos de pedidos apresentaram forte elevação no ano.
A redução na fila acumulou 74% no ano, após determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para zerá-la em 2026. Em junho, a fila registrava 1,8 milhão de benefícios represados. Os indeferimentos, por sua vez, se aproximaram de um milhão em junho no território nacional.
No acumulado de 2026, o volume de benefícios rejeitados cresceu 70% comparado ao mesmo período do ano anterior. Os requerimentos mais negados são aqueles relacionados a benefícios de incapacidade, como auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente e aposentadoria por incapacidade permanente.
O Ministério da Previdência explicou que o indeferimento ocorre quando os requisitos não são cumpridos ou o segurado não atende às exigências. A pasta informou que a taxa de concessões no primeiro semestre de 2026 foi de 49,5%, refletindo a média histórica recente do órgão.
O segurado pode recorrer administrativamente, sem custo, ao Conselho de Recursos da Previdência Social em até trinta dias após a análise. A possibilidade de recurso, segundo o ministério, garante a proteção dos direitos dos segurados e permite a reavaliação das decisões.


