Um engenheiro de 23 anos esteve no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro do Rio de Janeiro, na manhã de domingo (09/08), para liberar o corpo do pai. O piloto era uma das quatro vítimas fatais de um acidente com um helicóptero Robinson R44, que caiu na região da Vista Chinesa no último sábado (08/08).
Em depoimento ao chegar ao IML, o jovem descreveu a personalidade do comandante, afirmando que ele era uma pessoa vibrante e séria no trabalho. O filho relembrou que o pai era instrutor há mais de 20 anos e possuía muitos anos de voo. Ele disse: “Eu achava que ele ia viver para sempre. Não idealizando algo, mas era uma pessoa muito viva. Falava o tempo inteiro, com todo mundo. Ele era alegria. Era instrutor há mais de 20 anos e acumulou muitos anos de voo. Desde que eu o conheço, sou filho do Comandante Rocha. Era um homem que não brincava. Era sério no trabalho.”
A família havia antecipado a celebração do Dia dos Pais para a quinta-feira anterior (6), pois o piloto estaria trabalhando no fim de semana. O evento também marcava o novo ciclo profissional do comandante, que havia sido contratado há pouco mais de um mês pela empresa de voos panorâmicos. O filho comentou que as coisas estavam caminhando bem, dizendo: “Estávamos comemorando o ingresso nessa empresa. Ele tinha um pouco mais de um mês. Falou que estava muito feliz e contente. As coisas estavam caminhando. Era só mais um voo. É uma notícia realmente triste.”


