O longa brasileiro “A margem do rio” conquistou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suíça. A obra, que estreou mundialmente nesta semana, foi o único filme nacional selecionado para a principal competição do evento.
Ambientado no Recife, o filme acompanha um auxiliar de serviços gerais que busca encontros secretos no mangue. Sua rotina muda ao conhecer um pescador, e a trama se desenvolve quando uma ameaça externa provoca violência na região. A narrativa explora conflitos de identidade e religiosidade em um cenário de fragmentação social no Brasil.
O júri de Locarno justificou a premiação, definindo o filme como uma obra que reúne “paciência, solidariedade, atração, violência, corpos, sexo”. A classificação dada foi de “horror erótico e mágico”, ligada à tradição política do cinema nacional.
Os diretores Matheus Farias e Enock Carvalho dedicaram o prêmio à equipe e à comunidade LGBTQIA+ brasileira. Os cineastas, que colaboram desde 2015 em curtas, tiveram a estreia mundial do longa no dia 11 de agosto. O filme possui 118 minutos de duração e é coprodução entre Brasil e Alemanha.


