O filme “O Convite”, dirigido e estrelado por Olivia Wilde, acompanha um casal que, após mais de uma década junto, enfrenta a falta de intimidade. A narrativa, baseada em uma refilmagem espanhola, revela que o problema do casal protagonista é a dificuldade de se olhar, antes de qualquer questão sexual.
A história segue um casal que recebe vizinhos, e a desconexão do casal anfitrião torna-se evidente logo no início. Segundo a psicanalista Maria Homem, o apartamento dos personagens funciona como um reflexo da relação, mostrando uma “pseudo-reforma” onde as estruturas permanecem inalteradas.
A filósofa Lúcia Helena Galvão aponta que o risco reside em parar de agir por medo e resistência. Ela afirma que a mudança é benéfica, seja interna ou externa. A psicoterapeuta Esther Perel descreveu o casamento do casal como uma “guerra crônica de baixa intensidade”, caracterizando a estagnação e a perda de desejo.
Carol Tilkian explica que o ressentimento surge quando os parceiros passam a ver o outro como um oponente, e não como um parceiro de aventura. Maria Homem sugere que a renovação exige que o indivíduo se torne interessante e criativo. A troca de parceiros, nesse contexto, não resolve o problema, mas sim a necessidade de atingir o “vínculo, o elo, o jogo desejante”.
A pesquisadora Carol Tilkian também aconselha que casais em crise busquem experiências novas juntos, como viagens, para vencer pequenos desafios. Além disso, ela defende que é preciso reservar tempo para o lúdico e para o prazer que transcende a relação conjugal.


