As finanças sustentáveis alteram o papel das instituições financeiras, que agora mobilizam capital para a transição de baixo carbono. O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) depende de infraestrutura bancária para negociar créditos de carbono.
O fortalecimento e a internacionalização do sistema bancário nacional são cruciais para consolidar um mercado de carbono competitivo. Nos anos 1990 e parte dos anos 2000, bancos estrangeiros tiveram forte presença no mercado, atraídos por taxas de retorno altas.
Na década seguinte, houve redução de operações internacionais, enquanto bancos brasileiros cresceram no exterior por meio de aquisições e abertura de subsidiárias. O Brasil migrou de receptor de capital estrangeiro a agente exportador de serviços financeiros.
Essa expansão conecta o SBCE aos mercados globais de capitais, atraindo recursos para a descarbonização e aumentando a liquidez do mercado. Contudo, a integração traz complexidade regulatória, expondo o sistema a variações cambiais e regras de outras jurisdições.
A participação intensa dos bancos também intensifica a financeirização dos créditos. Embora isso eleve o financiamento da transição ecológica, pode aumentar a volatilidade de preços e incentivar a especulação, desafiando a regulação prudencial.


