A intensificação das fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego em propriedades rurais levou produtores do agronegócio a antecipar investimentos em infraestrutura. A medida responde à exigência de cumprimento da Norma Regulamentadora nº 31, que trata de segurança e saúde no campo.
A NR-31 estabelece requisitos de segurança para atividades agrícolas, pecuárias e florestais, priorizando a adequação de alojamentos e refeitórios. O setor agrícola representou 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
O descumprimento da norma pode gerar multas e interdição das atividades, elevando o custo do adiamento das obras. Em agosto de 2025, fiscalizações em Minas Gerais resultaram no resgate de 59 trabalhadores e apontaram irregularidades como a inadequação do Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR).
Diante da dificuldade de adiar investimentos, soluções de construção industrializada ganham espaço. Marcelo, gerente comercial da Cerne Construções, afirma que produtores buscam adaptações rápidas com mínimo impacto na produção, desde alojamentos a ambulatórios.
Leonardo, sócio-diretor da Cerne, avalia que a infraestrutura digna se tornou um diferencial de gestão. Oferecer boas condições de moradia e saúde influencia a atração de trabalhadores e reduz passivos trabalhistas.


