O colapso do Universo não ocorrerá com explosões apocalípticas, mas sim como um processo lento e silencioso, explicou o físico teórico Brian Greene. Em palestra realizada no Rio Innovation Week, Greene traçou a trajetória cósmica desde o Big Bang até o desvanecimento total da matéria.
Greene afirmou que a força motriz desse destino é a entropia, a tendência natural de todo o Universo de migrar da ordem para a desordem. Segundo o físico, galáxias e vida são apenas “ilhas temporárias de ordem” em um oceano de caos em expansão. Ele utilizou uma metáfora visual baseada em 102 andares do Empire State Building para ilustrar a cronologia.
De acordo com a metáfora, no 11º andar, o Sol consumirá seu combustível e se expandirá mais de 200 vezes, engolindo planetas como Marte e Vênus, e possivelmente a Terra. O processo avança: no 38º andar, os prótons, essenciais à matéria, desintegrar-se-ão. No 50º andar, qualquer ser consciente teria seu último pensamento, pois o Universo estaria saturado de energia.
O fim definitivo ocorre no 100º andar, quando os buracos negros se desintegrarão em uma sopa de partículas frias, um estado chamado “congelamento eterno”. Apesar da vastidão temporal, Greene concluiu que a capacidade humana de compreender o Cosmos é um “milagre estatístico e poético” que deve gerar gratidão.

